domingo, 28 de abril de 2013

O médico que está vivo

Sempre aparece com o seu Bordão de Esculápio.




Hermenegildo Espinoza

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Os nossos laços de benevolência



Crónica de Baptista-Bastos, publicada hoje no Diário Notícias. Faz unir os nossos laços de benevolência. em torno do bem comum e altamente recomendável que é o Serviço Nacional de Saúde.


Hermenegildo Espinoza

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

As pessoas magras têm maior propensão para a morte súbita



O Prof. Dr. Pinto da Costa a mostrar quem manda, na Odisseia da RTP.

Hermenegildo Espinoza

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Gira-discos #57

Cantem comigo um ateísmo romântico:




«I've seen God in the sun
I've seen God in the street
God before bed and the promise of sleep
God in my dreams
And the free ride of grace
I've seen God shining
Out from her reflection

 I've seen God in the sun
I've seen God in the street
God before bed and the promise of sleep
God in the puddles
And the lane beside houses
I've seen God Shining out from her reflection.»



Hermenegildo Espinoza

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Gira-discos #56


Eu que me comovo por tudo e por nada
fico estilhaçado quando
o sublime
vem-me buscar pelas orelhas
e pendura-me
do avesso
enquanto gotejo pela boca
toda a humanidade
que a humanidade
me dá.



 Hermenegildo Espinoza

sábado, 12 de janeiro de 2013

Gira-discos #55


No regresso dos nossos heróis, a devida homenagem: ouvi-los.


Hermenegildo Espinoza

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

diz-se por aí #5

xeropiada: diz-se da piada que padece de S. de Sjögren.

pitt

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Gira-discos #54



Comigo. Para sempre.


Hermenegildo Espinoza

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Gira-discos #53



No echo in this space.

Deerhunter - Agoraphobia


Hermenegildo Espinoza

terça-feira, 13 de novembro de 2012

diz-se por aí #4

palpitação: palpites são.

pitt

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Gira-discos #52



E parecia aquele Tejo
este rio doirado
parecia até que tu vinhas
comigo a meu lado
ou seria das flores
e das matas cheirosas
das madressilvas dos frutos
das ervas babosas

E pareciam campinas
vales tão estendidos
pareciam mesmo os teus braços
que me abraçam cingidos
ou seria das silvas
do gengibre do benjoim
do cheiro daquela chuva
dos cacimbos enfim
porque haveria de ter
saudades tuas
ao longo de um claro rio
de água doce

E parecia verão
no imenso arvoredo
parecia até que dizias
qualquer coisa em segredo
ou seria dos dias
muito quedos
sem fim
das noites
muito melhor
assombradas
assim
porque haveria de ter
saudades tuas
ao longo de um claro rio
de água doce

Ao Longo de Um Claro Rio de Água Doce,
Crónicas da Terra Ardente, 1994
Fausto Bordalo Dias


Hermenegildo Espinoza

sábado, 27 de outubro de 2012

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Possível topografia dos lugares interiores #59

59. a evolução do frágil. 

O corpo do homem é prosa
uma parede de texto inexorável
que vai tentando esconder
 na dureza dos ossos
a sua fragilidade.

O corpo da mulher é poesia
entre a estética e o conteúdo
que vai tentando impedir
na subida do coração à boca
a sua fragilidade.

O corpo da criança é prosa poética
entre as falanges e o amor pelas coisas
enquanto os pais vão minguando
lá vai ela espadaúda esconder
a sua fragilidade.



Hermenegildo Espinoza

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Gira-discos #51




«Even with the heart of terror and the superstitious wearer
I am riding all alone, I am writing all alone
Even in my best condition, counting all the superstition
I am riding all alone, I am running all alone

(...)

Even with the rest belated, everything is antiquated 
Are you writing from the heart? Are you writing from the heart?
 Even in his heart the Devil has to know the water level 
Are you writing from the heart? Are you writing from the heart?»



Hermenegildo Espinoza

sábado, 20 de outubro de 2012

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Gira-discos #50



Il est tard. Je cherche à rentrer chez moi, et je prends un chemin que je ne connais pas, un petit sentier qui longe les usines et la ville en coupant par la forêt Je commence à peine à entrevoir la nature, lorsque tout d’un coup, la nuit tombe. Je suis plongée dans le noir et le silence. Pourtant, je n’ai pas peur. Je m’endors, quelques minutes tout au plus, et quand je me réveille, le soleil est là, et la forêt brille d’une lumière éclatant. Je reconnais cette forêt. Ce n’est pas une forêt ordinaire. C’est une forêt de souvenirs. Mes souvenirs. Cette rivière blanche et sonore, mon adolescence. Ces grands arbres, les hommes que j’ai aimés. Cet oiseau qui vole, au loin, mon père disparu. Mes souvenirs ne sont plus des souvenirs, ils sont là, vivants près de moil, ils dansent et m’enlacent, chantent et me sourient. Je regarde mes mains, je caresse mon visage, j’ai 20 ans, et j’aime comme je n’ai jamais aimé. 

It is late. I try to go home, and I take a path I do not know, a small path along the factories and the city by cutting through the forest. I am just beginning to glimpse nature, when suddenly, night falls. I plunged into darkness and silence. Yet I am not afraid. I fall asleep a few minutes at most, and when I wake up, the sun is there, and the forest shines a bright light. I recognize that forest. This is not an ordinary forest. It is a forest of memories. My memories. This river, white noise, my adolescence. These great trees, the men I loved. The bird that flies. away, my father disappeared. My memories are not memories, they are there, live near me!, They dance and embrace me, sing and smile at me. I look at my hands, I stroked my face, I’m 20 years old and I love like I never loved.

Echoes of Mine
M83
Hurry Up, We're Dreaming, 2011




Hermenegildo Espinoza